Na Heineken, antiga Femsa, antiga Kaiser, o capital passa de uma mão a outra e cada vez se concentra mais. Os lucros crescem ano a ano nesta que agora é a 3ª cervejaria do mundo! Mas quando se trata de discutir de salários choram até morrer. Depois de 2 rodadas de negociações e já a 2 meses da data-base nada sério aparecia, apenas ofereceram 5% de reajuste, uma vergonha!
Porém, no dia 10 de novembro realizamos uma assembléia com atraso em todos os turnos, um verdadeiro trancaço com faixas, caminhão de som e muita disposição dos trabalhadores, nenhum funcionário tentou entrar, ao contrário todos os companheiros terceirizados participaram ativamente da assembléias. Agradecemos e parabenizamos a atitude dos companheiros terceirizados. Nas assembléias votamos que prepararíamos uma greve se for necessário, mas que não aceitaríamos acordos rebaixados.
Na última negociação a empresa mudou a prosa, ofereceu 7% de reajuste (inflação de 4,29%, + aumento real de 2,71%) para quem ganha até R$4.000,00, aumento de 10% no piso salarial, 8% em cima dos outros benefícios e um abono de R$128,00, pago em tickets. A empresa se comprometeu a não descontar o DSR dos trabalhadores que participem em assembleais, mas não quer colocar isso no Acordo Coletivo.
Este é um importante avanço da luta e organização dos trabalhadores e trabalhadoras junto ao seu Sindicato. Agora as assembleias devem decidir se aceitam a proposta da empresa ou se continuarão a luta para conseguir maiores conquistas.
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Noticias da Ambev
Votação no último dia 18 de outubro rejeitou proposta patronal de 6,76% de reajuste condicionado a aceitar o PEF, um plano fajuto de PLR que não é negociado com o Sindicato. A proposta da empresa foi derrotada por 387 a 226 votos.
Os trabalhadores da AmBev estão de parabéns por ter falado NÃO à proposta ridícula que a empresa tinha oferecido para a Campanha Salarial. Os trabalhadores não aguentavam mais essas reuniãozinhas feitas na empresa fazendo absurdas pressões em cima dos trabalhadores para aceitar esta proposta.
Várias reuniões aconteceram até que empresa ofereceu 7% de reajuste (4,76% de reposição + 2,24% de aumento real), 10% de aumento no piso salarial elevando ao valor de R$951,50, aumento de 10% na GTS (gratificação por tempo de serviço), auxílio creche de 50% dopiso e 5 dias de folga em caso de falecimento de pai, mae ou filhos. Mas desta vez também avançou com a proposta de abono de R$500 em tickets que pressupõe aceitar o PEF (sem reconhecer os anos anteriors), mas seria assinado em acordo separado sem atrelar ao Acordo Coletivo da Campanha Salarial. Sem dúvida que esse é um avanço importante de nossa luta, não é aquilo que nos merecemos por nosso trabalho, mas é a única empresa da rede Ambev que cedeu a pressão dos trabalhadores aceitando alguma reivindicação. Agora as assembleias devem decidir se aceitam a proposta para fechar o acordo de 2010.
Ganhamos processo do PEF!
O Sindicato entrou com processo já sobre o PEF de 2003 contra a AmBev e ganhou o processo em primeira instancia. Nesse ano a empresa pagou 1 salário, mas saiu publicado numa revista econômica que a fábrica estava no 3º lugar e correspondia valor maior. Assim em outubro do ano passado o juiz mandou pagar o valor de 4,86 salários para o ano de 2003. A empresa recorreu, mas podemos ganhar em segunda instancia.
Trabalhadores de Sergipe rejeitam Banco de Horas!
Em votação histórica trabalhadores rejeitaram o Banco de Horas imposto pela empresa durante anos. No dia 1º de outubro, por 225 votos contra 87 se votou acabar com o Banco de Horas. Também foi rejeitada proposta da empresa de Acordo Coletivo atrelado ao Banco de Horas. A empresa tentou uma manobra para anular a assembléia, mas não conseguiu. Triunfo dos trabalhadores! Após a apuração todos os trabalhadores aplaudiram de pé e festejaram deixando os gerentes de cabeça baixa. Parabéns aos trabalhadores e ao sindicato de Sergipe!
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Os trabalhadores da AmBev estão de parabéns por ter falado NÃO à proposta ridícula que a empresa tinha oferecido para a Campanha Salarial. Os trabalhadores não aguentavam mais essas reuniãozinhas feitas na empresa fazendo absurdas pressões em cima dos trabalhadores para aceitar esta proposta.
Várias reuniões aconteceram até que empresa ofereceu 7% de reajuste (4,76% de reposição + 2,24% de aumento real), 10% de aumento no piso salarial elevando ao valor de R$951,50, aumento de 10% na GTS (gratificação por tempo de serviço), auxílio creche de 50% dopiso e 5 dias de folga em caso de falecimento de pai, mae ou filhos. Mas desta vez também avançou com a proposta de abono de R$500 em tickets que pressupõe aceitar o PEF (sem reconhecer os anos anteriors), mas seria assinado em acordo separado sem atrelar ao Acordo Coletivo da Campanha Salarial. Sem dúvida que esse é um avanço importante de nossa luta, não é aquilo que nos merecemos por nosso trabalho, mas é a única empresa da rede Ambev que cedeu a pressão dos trabalhadores aceitando alguma reivindicação. Agora as assembleias devem decidir se aceitam a proposta para fechar o acordo de 2010.
Ganhamos processo do PEF!
O Sindicato entrou com processo já sobre o PEF de 2003 contra a AmBev e ganhou o processo em primeira instancia. Nesse ano a empresa pagou 1 salário, mas saiu publicado numa revista econômica que a fábrica estava no 3º lugar e correspondia valor maior. Assim em outubro do ano passado o juiz mandou pagar o valor de 4,86 salários para o ano de 2003. A empresa recorreu, mas podemos ganhar em segunda instancia.
Trabalhadores de Sergipe rejeitam Banco de Horas!
Em votação histórica trabalhadores rejeitaram o Banco de Horas imposto pela empresa durante anos. No dia 1º de outubro, por 225 votos contra 87 se votou acabar com o Banco de Horas. Também foi rejeitada proposta da empresa de Acordo Coletivo atrelado ao Banco de Horas. A empresa tentou uma manobra para anular a assembléia, mas não conseguiu. Triunfo dos trabalhadores! Após a apuração todos os trabalhadores aplaudiram de pé e festejaram deixando os gerentes de cabeça baixa. Parabéns aos trabalhadores e ao sindicato de Sergipe!
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Dia da Consciência Negra - 20/11
No dia 20 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra, no Brasil, em homenagem à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Essa data lembra a resistência do negro à escravidão desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro, até a atual discriminação existente em nossa sociedade. Existe o preconceito na pessoas comuns e existe discriminação por parte do Estado, das universidades, da polícia, etc. Pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a baixa escolarização e o processo histórico de exclusão ainda causam um abismo entre negros e brancos na. Profissionais negros e pardos ganham em média 51% do rendimento dos brancos. A disparidade salarial pode ser explicada em grande parte pelos baixos níveis de escolaridade. Negros e pardos têm em média 7 anos de estudo, os brancos, 8,7 anos. No ensino superior, 8,2% dos negros acima de 18 anos freqüentaram algum curso, os brancos 25,5%. Enquanto que os negros e pardos com ensino médio alcançavam acréscimo de 62% nos rendimentos, os brancos recebiam 250% a mais.
Na indústria, um trabalhador branco chega a receber 96,6% mais que negros e pardos. Na construção civil, onde os negros e pardos são maioria, os brancos recebem salários 105,6% superiores.
Na indústria, um trabalhador branco chega a receber 96,6% mais que negros e pardos. Na construção civil, onde os negros e pardos são maioria, os brancos recebem salários 105,6% superiores.
Na análise por faixa de salário, a pesquisa constatou que 58,9% das pessoas que recebiam até um salário mínimo eram negros. Por outro lado, eles representavam apenas 15% dos que ganhavam mais que 5 salários mínimos. Já os brancos são maioria entre os trabalhadores com carteira assinada. Eles representam 59,7%, ante 39,8% de negros e pardos.
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