quarta-feira, 27 de abril de 2011

Inflação ataca bolso do trabalhador

O governo de Dilma e sua equipe econômica fizeram uma previsão de 4,5% de inflação com máximo, mas todo mundo sabe que os produtos da cesta básica dispararam. A gasolina foi para as nuvens e é sabido que os combustíveis incidem em quase todos os preços, começando pelo transporte. Os crediários estão mais caros e os juros do banco também, então a maioria das pessoas paga mais caro todo mês por qualquer prestação que tiverem.
O único que não tem aumento todo mês é o salário!!!
O governo dizia que estava tudo controlado, já admitiu que a inflação e os juros estão altos, mas não faz nada para resolver nosso problema, ajuda os banqueiros e os empresários, mas os trabalhadores ficamos na berlinda.
Podem observar nos gráficos a inflação acumulada, cada data-base é uma tabela distinta, março (Cia Fluminense) já tem 6,36% de inflação acumulada, a de julho (AmBev) 5,20% e a de setembro 5,35% (cervejarias, plúrimo e outros). Dá para ver o tamanho da luta que nos espera para a próxima campanha salarial!

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Greve na "Oficina do Cacau" em Jacareí

Na segunda-feira, dia 18 de abril, os trabalhadores da “Oficina do Cacau”, localizada na estrada velha Rio-São Paulo, paralisaram as atividades a partir das 6 horas da manhã. A assembléia dos trabalhadores contou com a presença da diretoria do Sindicato da Alimentação e o com o apoio de outras entidades sindicais. A exigência foi o pagamento da cesta básica, atrasada dois meses. A empresa não fornece refeição e a cesta não estava sendo paga, por outro lado não pagava a vão e não fornecia vale-transporte e descontava o dia dos trabalhadores que não iam a trabalhar por falta de dinheiro para transporte. Também reivindicavam o pagamento dos valores atrasados de INSS e FGTS.
No período da tarde, após uma negociação entre Sindicato e empresa, se chegou a um acordo por escrito que prevê o pagamento da cesta básica nesta semana, o não desconto do dia de greve, o não desconto dos dias não trabalhados por falta de transporte da empresa e um prazo após o feriado para cumprir com os débitos trabalhistas. Os trabalhadores resolveram aceitar o acordo e retornaram ao trabalho na terça-feira, mas deixaram claro que se a fábrica não cumpre os acordos estão dispostos a parar novamente. Parabéns trabalhadores, só com luta resolveremos nossos problemas!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Edital Eleitoral do Sindicato

Assembleia abre processo eleitoral do Sindicato

No dia 11 de março se realizou a assembléia estatutária da categoria que abre o processo para as eleições da nova Diretoria e do Conselho Fiscal do Sindicato, para o período de 2011 a 2014.
O evento foi prestigiado pela presença de dirigentes da Unidos pra Lutar, da Intesindical e da CSP-Conlutas, que fizeram avaliação da conjuntura nacional e internacional. Também contamos com a presença de dirigentes do Sindicato dos Químicos, dos Metalúrgicos, dos Municipais de Jacareí e dos Condutores do Vale do Paraíba.

A seguir se aprovou o calendário e o regimento eleitoral que dita as regras para todo o período das eleições. As eleições se realizarão nos dias 14 e 15 de junho deste ano e todos os sócios, em condições de votar, poderão participar e eleger seus representantes. Para conformar a Comissão Eleitoral abriu-se a inscrição de candidatos para esse fim sendo que duas chapas foram apresentadas, os três candidatos nomeados pela atual Diretoria do Sindicato obtiveram a maioria absoluta dos votos e a oposição teve apenas dois votos não atingindo percentual mínimo para indicar ninguém.
Finalmente a atividade terminou com a confraternização dos presentes a assembléia. Agradecemos a participação de todos. Só assim é possível ter um Sindicato atuante e democrático.
Abaixo reproduzimos o edital de convocação as eleições publicado nas sedes da entidade e em jornal de grande circulação da região.

Fora Kaddafi da Líbia!

A onda das revoluções chegou a Líbia, Muammar Kaddafi, amigo dos Estados Unidos, está massacrando o povo que se levantou contra o feroz ditador. Kaddafi metralha pessoas nas ruas, bombardeia cidades, se fala em 20 mil mortos! Porém, a cada dia que passa fica mais isolado no mundo. Importantes cidades são controladas pelo povo.
A oposição que chegou a cercar Kaddafi na capital, Trípoli hoje tem mais problemas porque não recebeu ajuda de combatentes nem de armas de nenhum país. Estados Unidos e a ONU fizeram um grande circo de ajuda financeira e militar, mas de fato querem a derrota da oposição e ficar com o petróleo e as riquezas da região.

Fora Kaddafi já! Fora os Estados Unidos que tentam se aproveitar da situação para ampliar seu domínio! Todo nosso apoio aos povos que lutam contra as ditaduras e pelas reivindicações dos trabalhadores. Fora todos os ditadores! Fora os falsos representantes do povo! Por um governo dos trabalhadores e o povo em todos os países do norte da África e do Oriente Médio!

Revolução no Egipto

Após 18 heróicos dias de gigantescas mobilizações de rua e greve geral, o povo derrubou o ditador Hosni Mubarak. A casa de governo e a sede do partido foram destruídas pelos manifestantes. Nem a brutal repressão da policia que matou mais de 300 pessoas nem os bate-paus armados pelo regime conseguiram deter a luta. A polícia perdeu o controle das ruas. Os militares confraternizaram com os manifestantes, que dançavam encima dos tanques.

Após 30 anos de ditadura, não existem líderes. O partido Irmandade Muçulmana, da oposição, é fraco e teve pouca participação na luta. Porém, nos bairros se formaram comitês populares, para proteger as casas da ação de delinqüentes alentados pela polícia. O movimento sindical está dominado por uma burocracia corrupta. Mas ao calor da luta foi criada a Federação de Sindicatos Independentes, que convocou greves dos estatais, estaleiros, têxteis, e surgiram organizações juvenis que impulsionam as mobilizações.
A queda do ditador foi um triunfo fantástico. Ao não haver alternativas de luta reconhecidas pelas massas, os militares estão momentaneamente encabeçando a “transição a democracia”. Mas eles logo chamaram os trabalhadores a acabar com as greves. Demonstra mais uma vez que as forças armadas que estiveram com Mubarak durante 30 anos, e recebem dos Estados Unidos 2 bilhões de dólares em armamento, nunca serão garantia de democracia. Por isso, o povo festeja nas ruas, mas continuam as greves e manifestações por salário e outras reivindicações.
De nossa parte, achamos que unicamente um governo dos sindicatos independentes, das organizações juvenis em luta, dos comitês populares, pode acabar totalmente com a ditadura, dar plenas liberdades democráticas, expropriar as multinacionais, dar salário e trabalho para todos. E dar armamento ao povo, junto à base do exército para defender a revolução, e realizar eleições livres para uma Assembleia Constituinte que reorganize o país em beneficio das maiorias populares.
Foi triste a postura do governo Dilma, que manteve relações diplomáticas com Mubarak até o último dia. E não foi por acaso: em 2003 Lula visitou Cairo e declarou: “ele é meu amigo”, (Mubarak) “é um líder preocupado com a justiça social do seu povo”. E com Gaddafi ainda não rompeu relações! Infelizmente não podemos esperar muito deste governo: para os ditadores elogios, para os deputados super salários, para o povo inflação e salário super-mínimo.