
No dia 20 de novembro comemora-se o Dia Nacional da Consciência Negra, no Brasil, em homenagem à morte de Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares. Essa data lembra a resistência do negro à escravidão desde o primeiro transporte forçado de africanos para o solo brasileiro, até a atual discriminação existente em nossa sociedade. Existe o preconceito na pessoas comuns e existe discriminação por parte do Estado, das universidades, da polícia, etc. Pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que a baixa escolarização e o processo histórico de exclusão ainda causam um abismo entre negros e brancos na. Profissionais negros e pardos ganham em média 51% do rendimento dos brancos. A disparidade salarial pode ser explicada em grande parte pelos baixos níveis de escolaridade. Negros e pardos têm em média 7 anos de estudo, os brancos, 8,7 anos. No ensino superior, 8,2% dos negros acima de 18 anos freqüentaram algum curso, os brancos 25,5%. Enquanto que os negros e pardos com ensino médio alcançavam acréscimo de 62% nos rendimentos, os brancos recebiam 250% a mais.
Na indústria, um trabalhador branco chega a receber 96,6% mais que negros e pardos. Na construção civil, onde os negros e pardos são maioria, os brancos recebem salários 105,6% superiores.
Na análise por faixa de salário, a pesquisa constatou que 58,9% das pessoas que recebiam até um salário mínimo eram negros. Por outro lado, eles representavam apenas 15% dos que ganhavam mais que 5 salários mínimos. Já os brancos são maioria entre os trabalhadores com carteira assinada. Eles representam 59,7%, ante 39,8% de negros e pardos.
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