terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Decisão Judicial relativa a Contribuição Assistencial



DECISÃO JUDICIAL

O Juiz do trabalho Dr. Rogério Princivalli. da Costa Campos acolheu o seguinte pedido do Procurador do trabalho Dr. Paulo Neto:

“Antecipação dos efeitos da tutela de mérito para determinar ao Réu cumprimento das seguintes obrigações:

a)    ressalvada a contribuição sindical anual, a não mais instituir e a não mais cobrar, nos futuros instrumentos de negociação coletiva de trabalho ou em  atas de assembléias sindicais, quaisquer contribuições ou mensalidades dos trabalhadores não sindicalizados em favor do sindicato da categoria profissional, como assistencial, confederativa, negocial,  social integrada, de revigoramento, de reforço, de fortalecimento sindical ou outra que caracterize ato atentatório à liberdade sindical e ao direito de filiação e não filiação a sindicato;

b)    ressalvada a contribuição sindical anual, a não mais cobrar dos associados ao sindicato, com base nos instrumentos coletivos, em vigor a contribuição assistencial, tendo em vista a falta de efetiva e viável possibilidade de exercício do direito de oposição;


c)     a garantir e fazer constar nos vindouros instrumentos de negociação coletiva que o direito de oposição por parte dos trabalhadores sindicalizados quanto à contribuição ou mensalidade assistencial, confederativa, negocial, social integrada, de revigoramento, de reforço, de fortalecimento sindical ou outra devida somente pelos filiados ao sindicato será exercido sem restrições, bastando uma mera manifestação por escrito até 10(dez) dias após o desconto no salário do trabalhador, direcionada ao sindicato, sem a exigência de comparecimento pessoal do trabalhador em qualquer local, bem como que, na hipótese da oposição ser manifestada após o desconto da contribuição, a devolução do valor descontado deve ser procedida na folha de pagamento do mês subseqüente ao desconto realizado, devendo o sindicato réu encaminhar ao empregador a relação das devoluções a serem efetuadas;

d)    a consignar o inteiro teor da liminar no subsequente boletim impresso à categoria e em publicação na imprensa de cada localidade de sua base territorial, como garantia do cumprimento das obrigações dispostas nos itens anteriores, juntando cópias aos autos nos 10(dez) dias seguintes.

                                 Requer , ainda, que sejam fixadas astreintes para o cumprimento das obrigações objeto da antecipação de tutela, consistente em multa diária no valor de R$ 2.000,00 (dois mil reais) por cada obrigação que vier a ser discumprida, que deverá  ser contada, desde o dia em que se houver configurado o discumprimento até o efetivo cumprimento da obrigação fixada em liminar, cuja quantia total deve ser revertida ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (Art. 13 da Lei n.7.347/85 c/c o Art. 11, inciso V, da Lei n. 7.998/90)”.



quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Luta pelos empregos na GM

site@pstu.org.br  

Metalúrgicos da GM fazem assembleia e ato público em defesa dos empregos

Trabalhadores da montadora norte-americana lutam contra a ameaça de demissão em massa


Fonte: www.sindmetalsjc.org.br
 


 
 




• A luta dos metalúrgicos da General Motors em defesa dos empregos começa o ano com força total. Os trabalhadores lutam pela manutenção dos postos de trabalho em São José dos Campos, depois que a companhia apresentou seus planos de demitir um total de 1.800 operários.

Nesta quinta-feira, dia 10, haverá o primeiro protesto de 2013. O Sindicato está convocando os trabalhadores afastados no layoff (suspensão do contrato de trabalho) para uma assembleia, às 9 horas da manhã, na sede no Sindicato (rua Maurício Diamante, 65, Centro).

Depois de se concentrarem na sede da entidade, os metalúrgicos devem sair em passeata rumo à Prefeitura. Além dos trabalhadores afastados da empresa, o Sindicato está convocando também familiares e a população em geral.

A ideia da mobilização é cobrar um posicionamento efetivo do prefeito Carlinhos Almeida (PT), empossado no dia 1º de janeiro, em defesa da manutenção dos empregos na GM.

"Os trabalhadores querem ser recebidos pelo prefeito e querem um compromisso de que a Prefeitura ficará ao lado deles, para garantir que os empregos continuem em nossa região", disse o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá. "Queremos também que o prefeito, que é do mesmo partido da presidente Dilma, ajude a viabilizar um encontro em Brasília para tratar da defesa dos postos de trabalho".



O protesto desta semana é apenas uma das iniciativas do chamado "Janeiro Vermelho", nome dado a série de mobilizações planejadas neste mês para pressionar a montadora e chamar a atenção das autoridades.

No dia 25 de janeiro termina o layoff, medida que suspendeu o contrato de trabalho de cerca de 900 metalúrgicos e que, junto à manutenção da produção do Classic, evitou 1.840 demissões em agosto.

O período deveria ser utilizado para se chegar a um acordo que impediria as demissões. Acontece que a GM continua determinada a demitir os trabalhadores, fechar o setor do MVA e ainda impor uma extensa pauta de redução de direitos.
divida-publicaDívida pública interna e externa: você pode não saber o que é, mas você paga por ela!
Todo fim de ano nós ouvimos do governo uma ladainha sobre o orçamento para o ano seguinte. Sempre se reserva mais dinheiro para os banqueiros do que para os serviços públicos para a população. E você sabe por que isso ocorre?
Os governos brasileiros têm imposto ao povo trabalhador a conta de que uma dívida interna e externa que ninguém sabe quando começou, por que, para onde foi o dinheiro emprestado e se realmente houve dinheiro emprestado. Só uma coisa é certa: a conta é gorda e o apetite dos banqueiros e outros empresários é grande para lucrar.
Dívida Externa é uma dívida com os Bancos Mundial, FMI e outros, no exterior, e em moeda externa. Já a Dívida Interna é com Bancos no Brasil e em reais.
Em 2011, os gastos com a dívida consumiram R$ 708 bilhões, o equivalente a 45,05% de todo o orçamento do país. Quem explica é a Auditoria da Dívida Pública (www.divida-auditoriacidada.org.br).
Em 2007, Lula disse pagou a dívida externa. É verdade, só que ele não explicou que para isso ele explodiu a dívida interna. O governo FHC e seus aliados fizeram toda uma picaretagem nas privatizações fraudando balancetes e números. O governo PT e seus aliados (muitos dos quais também aliados do governo FHC) também fizeram dessas picaretagens para iludir o povo. Por exemplo: parte da dívida externa foi “paga” com a emissão de títulos públicos do Tesouro Nacional, ou seja, aumentando-se a dívida interna. Apenas trocamos uma dívida externa e interna por uma dívida interna exorbitante. E essa dívida interna t rilhardária também já é externa porque inúmeros títulos da dívida pública brasileira estão nas mãos de bancos no exterior.
Hoje, a dívida interna já supera os R$ 3 Trilhões de Reais. Os dados de 2013 ainda não estão disponíveis, mas podemos citar o exemplo do ano passado. A presidente Dilma sancionou o Orçamento da União para 2012 no montante de R$ 2.150.458.867.507 (2 trilhões, 150 bilhões, 458 milhões, 867 mil e 507 reais). O valor destinado a Dívida Pública corresponde a 47,19% de todo o orçamento, e equivale a R$ 1.014.737.844.451,00, ou seja, mais de 1 trilhão de reais.
Ainda há o agravante que a CPI da Dívida Pública constatou e denunciou há alguns anos que o governo do PT contabiliza os juros dessa dívida absurda como amortização. Só que amortização é quando se abate sobre o valor total da dívida. O pagamento de juros é apenas a rolagem dessa conta.
Tragicamente, o governo assumiu nova dívida externa. Essa conta hoje já é da casa de US$ 406,8 bilhões. Esse montante é tido como dívida pública externa do Brasil porque a conta envolve uma obrigação do Estado, tendo em vista que e o Banco Central é o responsável por disponibilizar dólares para o pagamento desta dívida, se necessário, aplicando mais privatizações, juros altos, e aceitação das políticas do FMI, como sempre ocorreu e continua ocorrendo.
CONCLUSÃO: O Brasil tem uma dívida interna monstruosa e uma dívida externa maior do que na época da mentira da quitação dessa conta e quem vai pagar por tudo isso somos nós. Vamos pagar por meio de impostos, por serviços públicos precários de educação, segurança, saúde, habitação. Essas dívidas têm consumidos quase metade do nosso orçamento. É por isso que a Argentina rompeu o pagamento da dívida externa em 2003 para realizar uma auditoria nas contas públicas. É isso o que nós também devemos fazer: uma auditoria cidadã das dívidas públicas. A quem devemos? Se devemos, para onde foi o dinheiro emprestado? Por que os juros são acima do mercado?
Estamos sendo roubados! O desvio do dinheiro público para enriquecer banqueiros nacionais e internacionais é um roubo ao povo brasileiro. O assunto é muito grave. Para mais informações, acesse: