Na quarta-feira, 27 de julho, a fábrica parou! A situação tinha chegado a um limite insustentável de repressão, demissões e mal trato aos funcionários, assim como da discussão de vários anos da PLR.
Nessa madrugada, antes da chegada do primeiro turno, quase 100 sindicalistas e ativistas dos movimentos sociais atenderam nosso pedido de apoio aos trabalhadores da Mars. A solidariedade veio por parte dos sindicatos da região: Químicos, Metalúrgicos, Condutores, Vidreiros, sindicatos da Federação da Alimentação, entre eles o de Mogi Mirim onde tem outra planta da Mars e o sindicato da Alimentação de São Paulo capital e do MST. Havia representantes de várias centrais sindicais e associações como a CUT, Força Sindical, Conlutas e a Unidos pra Lutar. Também mandaram a solidariedade entidades que não puderam estar presentes como Admap, Municipais de Jacareí, SindSaae e outros.
Essa unidade toda fortaleceu os trabalhadores da empresa diante da truculência da Mars que não queria abrir a porta de um dos ônibus e “seqüestrou” outro ônibus onde viajava uma dirigente sindical. A polícia a serviço da empresa tentou quebrar o piquete, mas não conseguiu. A greve se instalou e antes o meio dia a empresa chamou a negociar. Após a reuiao se fez assembléia com os trabalhadores presentes nos turnos da tarde, da noite e no primeiro turno do dia 28.
Finalmente os trabalhadores aceitaram o acordo e encerraram a greve. Apesar de não conseguir aumento na PLR serviu para conquistar a dignidade do trabalhador dentro da empresa. A fábrica se comprometeu a investigar todos os casos de assedio moral e punir os responsáveis aceitando as denuncias do Sindicato. Aceitou a autonomia sindical possibilitando a entrega de panfletos na portaria e a conversa do Sindicato com os trabalhadores. Os terceirizados terão direito ao uso do ônibus e café da manha. Os demitidos terão pacote de 5 meses de salário, 5 meses de vale alimentação e 6 meses de convenio médico.
Parabéns aos trabalhadores pela vitória, mas saibamos que este é apenas o primeiro passo, continuaremos a fazer assembléias, denuncias e ficar de olho em cada passo errado que a empresa dé e se não anda na linha voltaremos a parar!
