Indignados com a falta de nova proposta na data-base os 200 trabalhadores da Heineken
Brasil de Ponta Grossa/PR decidiram entrar em greve dia 16/07 por tempo
indeterminado. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias de
Cerveja e Bebidas em Geral, o SindBebidas/PR/Força Sindical), Jorge Luís Pitela
disse que as negociações vinham ocorrendo desde abril, mas não houve avanços.
Há duas semanas, a
indústria ofereceu 1.2 salários nominais como PLR para trabalhadores da fábrica
(cerca de R$1.800) e 7 salários para diretores e gerentes. Também quis impor a
renovação do banco de horas, e 7,5% de reajuste salarial.
A empresa quer baixar o
piso para R$814, sendo que média é de R$1.400. O valor que a Heineken quer
empurrar é menor até mesmo que o salário mínimo regional. Sindicalistas se
queixam de discriminação, pois na matriz da Heineken, em Jacareí/SP, a PLR e o
piso são maiores.
Os
funcionários da Heineken de Ponta Grossa, Paraná reivindicam PLR de R$4 mil
para todos os trabalhadores, aumento no vale-mercado de R$ 215 para R$ 300,
piso salarial de R$1.300 e 10,5% de reajuste. “Se a empresa continuar
intransigente a greve vai continuar”, avisa o presidente do Sindibebidas.
O
Sindicato da Alimentação de São José dos Campos e região/SP/Unidos pra Lutar e
os trabalhadores da Heineken Jacareí se solidarizam incondicionalmente com os
companheiros em greve da Heineken Ponta Grossa.