sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

SEMANA DE PREVENÇÃO:DIA 28 E FEVEREIRO – DIA MUNDIAL DE COMBATE E PREVENÇÃO CONTRA A LER/DORT.

As LER/DORT (lesões por esforços repetitivos ou os Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) têm aumentado diariamente atingindo proporções de epidemia em várias categorias profissionais, inclusive o setor de fabricação de bebidas. È mais uma demonstração de que trabalho e produção nos tempos atuais não estão a serviço da melhoria da qualidade de vida de todos.

A sigla foi criada para identificar um conjunto de doenças que atingem os músculos, tendões e nervos dos membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraços, braços, ombros e pescoço) e que tem relação direta com o trabalho. São inflamações provocadas ao exercer funções que exigem movimentos repetitivos, continuados, rápidos e ou vigorosos, durante um longo período de tempo. As LER trazem como consequência a perda da capacidade de realizar movimentos. Essa perda pode ser parcial e até total, caso trabalhador não seja afastado da atividade repetitiva. Tipos de LER São diversas as lesões que, dependendo da região onde se manifestam, recebem diferentes denominações: tenossinovite (inflamação de tecidos sinoviais), tendinite (inflamação dos tendões) síndrome do túnel do carpo (punho) epicondilite (cotovelo), bursite (ombros), cistos sinoviais (“calos” no dorso do punho), dedo em gatilho (dedo), cervicobranquialgias (pescoço), etc. Além dessas doenças outras doenças surgem pela forma como trabalho está organizado. Transporte de peso excessivo podem atingir ainda coluna lombar, joelhos e tornozelos ou mesmo o fato de subir e descer vário degraus várias vezes e ainda as depressões já que a prática do assedio moral é parte do processo de gestão das empresas. Como ela surge: No inicio é comum a sensação de peso e cansaço no membro afetado. O cansaço indeterminado, a sensação de dormir e não descansar também é uma forma da doença começar a dar um sinal que está chegando. Surgem dor, formigamento, fisgadas, choques, edemas (inchaços), rubor (pele avermelhada), calor localizado, crepitações (rangido), dormência e perda da força muscular. O quadro tende a piorar ao final da jornada diária, nos momentos de maior pique de atividade, nas horas extras e no trabalho sem pausas. Inicialmente melhoram com repouso, mas persistindo a atividade repetitiva o problema vai se agravado e podem chegar a limitar movimentos simples como pentear os cabelos, amarrar os sapatos, etc. O que fazer em caso da doença: É fundamental que aos primeiros sintomas o trabalhador procure os seus direitos. O primeiro deles é o tratamento, pois se tratado antes de ser tornar crônico ainda pode ter cura. Outro passo é importante é responsabilizar a empresa. Ela deve abrir a CAT (comunicação de acidente de trabalho). SE a empresa não abrir procure o Sindicato, ou você trabalhador ou familiar também pode basta entrar no site da previdência social ( www.previdenciasocial.gov.br) e seguir passo a passo as dicas do site. O mais importante é ter comprovado o acidente de trabalho e isto é possível pelo afastamento superior a 15 dias pelo INSS mediante o código 91. Este código significa que o INSS reconheceu que a doença tem relação com o trabalho e vai garantir um ano de estabilidade a partir do retorno ao trabalho. A principal arma: A prevenção As LER são resultante da má organização do trabalho. Para preveni-las, é preciso mudar a fora como o trabalho é executado e estruturado. Para isso, é preciso conhecer as particularidades do processo de trabalho e os detalhes de cada função, para poder alterá-los, se necessário. Desta forma, monotonia, repetitividade, stress e sobrecarga de certos grupos musculares deixarão de estar presentes no trabalho. Para se chegar a esse estagio, algumas conquistas devem ser alcançadas pelos trabalhadores: 1. Controle do ritmo de trabalho pelo trabalhador que o executa; 2. Enriquecimento das tarefas exigindo a excessiva divisão do trabalho; 3. Rodízio na função 4. Aumento de número de pausas durante a jornada para que os músculos e tendões descansem e de diminua o stress; 5. Adequação do posto, evitando a adoção de posturas corporais incorretas; 6. Ambiente adequado com temperatura, ruído, iluminação e ventilação adequados ao bem estar dos trabalhadores; É fundamental se conscientizar da necessidade de lutar por sua integridade física e metal, pelo direito à saúde e condições adequadas para desenvolver seu trabalho. Vamos à luta. Crédito: Patrícia Pena Instituto Latino Americano Sócio Econômico.

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